Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. (Mt 6.19-20, NVI)
De novo o velho exemplo: ouvi um pregador dizer que iria “ensinar o segredo para tirar os tesouros do céu e desfrutarmos deles aqui na terra”. Como Jesus ensinou o contrário, temos um típico caso de pregação antibíblica, anticristã, e isso em uma igreja evangélica.
Mas em qual tesouro Jesus está pensando quando fez esse anúncio? Será que Jesus acumula alguma espécie de riqueza transferida daqui para lá?
Definitivamente, não. Recorrendo ao velho – e bom – mandamento da interpretação, o contexto, o quê vemos aqui?
No contexto imediato, Jesus acabara de ensinar a oração do Pai Nosso. Esta oração é encerrada com o ensino sobre perdão (“perdoa-nos assim como perdoamos”, v.12) e a soberania divina do Reino (“teu é o Reino”, v.13).
Depois da oração, Jesus fala sobre o jejum: os judeus, com sua falsa espiritualidade (a que Jesus chama de hipocrisia, v. 16), acordavam e nem se arrumavam, permaneciam despenteados, semblante abatido, não se lavavam e saiam às ruas assim, para mostrar que estavam em jejum. Dentro do contexto temos, então, a oração e o jejum, ambos elementos de natureza devocional, espiritual, seja dentro do cristianismo como em qualquer outra orientação religiosa. Nada temos aqui com relação a riquezas e bens materiais.
A chave para entender a natureza do “tesouro” do versículo 19 está aqui, no texto do v. 18 sobre jejum: “Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará” [algumas versões acrescentam “publicamente”].
O jejum é uma prática milenar que visa à humilhação da alma perante Deus, com finalidade de aproximação do homem ao Senhor. Um dos meus versículos favoritos sobre o jejum diz: “humilhei-me com jejum e recolhi-me em oração” (Sl 35.13). Davi diz que quando seus inimigos o afrontavam, ele buscava em Deus, com oração e jejum, o julgamento de seus inimigos. As ferramentas da oração e do jejum sempre são usadas conjuntamente.
Assim, que recompensa Jesus tem em mente quando fala que haverá tesouros – no caso, para quem ora e jejua? Certamente o contexto remete os pensamentos à santidade, às virtudes que o cristão pode alcançar em sua aproximação do Senhor, por meio da oração e do jejum. É inadmissível a tentativa de ler este texto com as lentes da bolsa de valores. Não, não são os tesouros monetários que Jesus tem em mente. Apenas quando ele for falar sobre a “ansiedade” (a partir do v. 24), é que haverá oportunidade para mencionar os recursos materiais para o sustento das necessidades básicas – e mesmo assim o contexto será a ansiedade e as preocupações da vida!
Dessa forma, desmancha-se a pretensa hermenêutica da prosperidade sobre este texto no Sermão do Monte. As virtudes cristãs são o foco aqui. Jesus faz alusão a elas quando aconselha e orienta-nos a juntar algo diante de Deus, no céu. E alguém conseguiu e ousou pensar em riquezas materiais num ambiente nitidamente espiritual. Nada entendeu dos princípios da fé.
Por @magnopaganelli
http://neoprotestante.blogspot.com/
sexta-feira, 4 de março de 2011
Coisas Que Deus Gosta!
Deus gosta de música, de dança, de arte e cultura.
Deus gosta dos ritmos diferenciados, de instrumentos diversificados, de contemplação, balanço e gingado. Deus gosta da música do sabiá, da canção afinada do pintassilgo, da melodia do curió, da suavidade do rouxinol.
Deus gosta de cores, gosta da mata, dos verdes campos, do azul do mar, do vermelho das flores; Deus gosta dos animais, das plantas, dos vegetais, dos simples pardais.
Deus gosta de poesia, de belas canções, de doces melodias, de festa, do sorriso, de alegria.
Deus gosta da vida, do silêncio, dos tons musicais, das interpretações teatrais, da gargalhada descompromissada, do choro emocionado, de ternos abraços apaixonados.
Deus gosta da amizade guardada a sete chaves debaixo do peito, Deus gosta de cumplicidade, de carinho, dignidade e respeito.
Deus gosta do almoço de domingo, da família unida, do por do sol, das noites de verão, das tardes festivas, do beijo entre irmãos, de carinho, perdão e reconciliação.
Deus gosta de paz, de harmonia, de afeto noite e dia. Deus gosta do sorriso da criança, Deus gosta de mim, gosta de você.
Como Deus é maravilhoso!
quinta-feira, 3 de março de 2011
Silêncio e Fé
O silêncio incomoda. Por mais paradoxal que pareça. Sim, o silêncio constrange, perturba, inquieta e nos desafia a quebrá-lo. Vivemos em meio a um burburinho. Sirenes, motores, vozes e caixas sonoras com potências desconhecidas pelo decibelímetro. Arrisco dizer que isso é só uma projeção dos barulhos internos que povoam a alma de cada um de nós. Num jogo de futebol, um minuto de silêncio, é apenas vinte ou trinta segundos. Num culto, a oração silenciosa de alguns minutos, torna-se, para muitos de nós, uma eternidade. Em casa, o vozear da televisão ou do rádio, desfaz o medo da solidão e do silêncio.
Para nós crentes, há um silêncio ainda mais perturbador. O silêncio divino. Deus, às vezes, também silencia e o céu se cala. Eu, possivelmente como você, já vivi a experiência do silêncio divino. Davi também: "Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego" (Sl. 22:2). A oração mais comum em tempos de quietude celestial é: "Ó Deus não te cales; não te emudeças..." (Sl. 83:1).
Já orei por uma série de coisas que não aconteceram. Quando orei por minha mãe seriamente enferma, depois recebi a notícia de seu falecimento, foi minha primeira séria crise com o silêncio divino, talvez com a audição divina. Afinal, antes de pensar que Deus não me respondera, inferi que Ele não me ouvira. Mas logo, sobrenaturalmente, minha dúvida quanto a suposta surdez de Deus se dissipou. Então, eu sabia que Deus havia me ouvido, mas ainda não entendia, porque não havia me respondido.
Experimentei um pouco do drama de uma família que perdeu um filho de cinco ou seis anos, vítima de leucemia. O casal, recém chegados ao Evangelho, vieram de uma cidade do interior goiano para o tratamento da criança na capital. Deixaram sua casa e trabalho no interior e, fixaram residência em Suzano, esperando um milagre. Ainda me lembro e choro, ao recordar do Tiaguinho, um menino que a priori parecia não ter nenhum problema aparente, Visitei-o no hospital. E confesso que nos últimos dias de sua breve vida, quando os médicos o liberaram pra que ficasse em casa, temi visitá-lo, sensível ao quadro de dor e gemidos da criança e ao desespero dos pais.
Foi em meio às circunstâncias e experiências desse tipo que o conceito de fé se tornou mais nítido pra mim. Compreendi o significado da crise de Habacuque diante do silêncio divino: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?" (Hc. 1.2), e da resposta de Deus conclamando o homem à fé: "... mas o justo viverá pela sua fé." (2:4). Teceu-se diante de mim o conceito de que fé é muito mais do que poder operador de milagres, é antes descanso num Deus soberano e bondoso. Caio Fábio disse certa vez que "ter fé, quando não há milagres, é um milagre maior do que ter fé para operar milagres". Portanto, a fé que agrada a Deus é muita mais do que o poder que opera o impossível, mas a convicção, que diante do soberano silêncio de Deus, não arrefece nem se amargura.
Já me impressionei muito com testemunhos de milagres, eles ainda me comovem. Mas nada me fortalece mais do que ver cristãos que, mesmo diante do silêncio, dores ou tragédias; continuam a confessar:
"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação." (Hc. 3: 17-18)
Por Luciane Dornel
Para nós crentes, há um silêncio ainda mais perturbador. O silêncio divino. Deus, às vezes, também silencia e o céu se cala. Eu, possivelmente como você, já vivi a experiência do silêncio divino. Davi também: "Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego" (Sl. 22:2). A oração mais comum em tempos de quietude celestial é: "Ó Deus não te cales; não te emudeças..." (Sl. 83:1).
Já orei por uma série de coisas que não aconteceram. Quando orei por minha mãe seriamente enferma, depois recebi a notícia de seu falecimento, foi minha primeira séria crise com o silêncio divino, talvez com a audição divina. Afinal, antes de pensar que Deus não me respondera, inferi que Ele não me ouvira. Mas logo, sobrenaturalmente, minha dúvida quanto a suposta surdez de Deus se dissipou. Então, eu sabia que Deus havia me ouvido, mas ainda não entendia, porque não havia me respondido.
Experimentei um pouco do drama de uma família que perdeu um filho de cinco ou seis anos, vítima de leucemia. O casal, recém chegados ao Evangelho, vieram de uma cidade do interior goiano para o tratamento da criança na capital. Deixaram sua casa e trabalho no interior e, fixaram residência em Suzano, esperando um milagre. Ainda me lembro e choro, ao recordar do Tiaguinho, um menino que a priori parecia não ter nenhum problema aparente, Visitei-o no hospital. E confesso que nos últimos dias de sua breve vida, quando os médicos o liberaram pra que ficasse em casa, temi visitá-lo, sensível ao quadro de dor e gemidos da criança e ao desespero dos pais.
Foi em meio às circunstâncias e experiências desse tipo que o conceito de fé se tornou mais nítido pra mim. Compreendi o significado da crise de Habacuque diante do silêncio divino: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?" (Hc. 1.2), e da resposta de Deus conclamando o homem à fé: "... mas o justo viverá pela sua fé." (2:4). Teceu-se diante de mim o conceito de que fé é muito mais do que poder operador de milagres, é antes descanso num Deus soberano e bondoso. Caio Fábio disse certa vez que "ter fé, quando não há milagres, é um milagre maior do que ter fé para operar milagres". Portanto, a fé que agrada a Deus é muita mais do que o poder que opera o impossível, mas a convicção, que diante do soberano silêncio de Deus, não arrefece nem se amargura.
Já me impressionei muito com testemunhos de milagres, eles ainda me comovem. Mas nada me fortalece mais do que ver cristãos que, mesmo diante do silêncio, dores ou tragédias; continuam a confessar:
"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação." (Hc. 3: 17-18)
Por Luciane Dornel
Fúria Insana
A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira (Pv 15.1).
Estava escrito um jornal que um homem morreu depois de tentar dar um golpe de caratê no trem de um metrô que estava chegando à estação. Este é um exemplo extremo de como a raiva pode desenvolver uma fúria incontrolável. É difícil compreender o que pode levar uma pessoa a ficar tão nervosa a ponto de querer chutar um trem em movimento.
Nós, talvez não como este homem, também perdemos o controle emocional. Muitas vezes ficamos bravos por coisas muito pequenas, como por exemplo, uma discussão no estacionamento por uma vaga. O texto de nossa leitura hoje, conta que Deus fez nascer uma planta, para que fizesse sombra sob a qual Jonas pudesse abrigar-se. Mas logo a planta morreu e por isso ele ficou muito bravo. Ele chegou a pedir para si a morte. Este é mais um exemplo de como a raiva pode tomar dimensões maiores do que os problemas. Deus pergunta a Jonas no v.4: “você tem alguma razão para estar tão furioso por causa da planta?” E Jonas responde: “Sim, tenho! Estou furioso ao ponto de querer morrer”.
Na hora em que estamos bravos, nosso motivo parece verdadeiro. Precisamos controlar a nossa raiva para fugir dos grandes problemas que ações impensadas podem causar. Devemos tomar cuidado para não acumular a raiva, transformando-a em uma fúria descontrolada, pronta para explodir em alguém que nem culpa tem. Podemos reagir diante de um problema, mas não podemos perder o controle.
Podemos e devemos chamar a atenção de uma pessoa que nos prejudicou. Só que deve ser uma atitude sem exageros ou gritaria. Quando repreendemos alguém controladamente, nossa raiva vai desaparecendo e, na maioria das vezes, a pessoa repreendida vai entender que temos razão. Quando partimos para a discussão, criamos confusão e geralmente conseguimos somente que a outra pessoa também fique irada conosco.
Livre-se da irá descontrolada, com ela só conseguiremos ser odiados.
Ame ao teu próximo como a ti mesmo!!!!
Estava escrito um jornal que um homem morreu depois de tentar dar um golpe de caratê no trem de um metrô que estava chegando à estação. Este é um exemplo extremo de como a raiva pode desenvolver uma fúria incontrolável. É difícil compreender o que pode levar uma pessoa a ficar tão nervosa a ponto de querer chutar um trem em movimento.
Nós, talvez não como este homem, também perdemos o controle emocional. Muitas vezes ficamos bravos por coisas muito pequenas, como por exemplo, uma discussão no estacionamento por uma vaga. O texto de nossa leitura hoje, conta que Deus fez nascer uma planta, para que fizesse sombra sob a qual Jonas pudesse abrigar-se. Mas logo a planta morreu e por isso ele ficou muito bravo. Ele chegou a pedir para si a morte. Este é mais um exemplo de como a raiva pode tomar dimensões maiores do que os problemas. Deus pergunta a Jonas no v.4: “você tem alguma razão para estar tão furioso por causa da planta?” E Jonas responde: “Sim, tenho! Estou furioso ao ponto de querer morrer”.
Na hora em que estamos bravos, nosso motivo parece verdadeiro. Precisamos controlar a nossa raiva para fugir dos grandes problemas que ações impensadas podem causar. Devemos tomar cuidado para não acumular a raiva, transformando-a em uma fúria descontrolada, pronta para explodir em alguém que nem culpa tem. Podemos reagir diante de um problema, mas não podemos perder o controle.
Podemos e devemos chamar a atenção de uma pessoa que nos prejudicou. Só que deve ser uma atitude sem exageros ou gritaria. Quando repreendemos alguém controladamente, nossa raiva vai desaparecendo e, na maioria das vezes, a pessoa repreendida vai entender que temos razão. Quando partimos para a discussão, criamos confusão e geralmente conseguimos somente que a outra pessoa também fique irada conosco.
Livre-se da irá descontrolada, com ela só conseguiremos ser odiados.
Ame ao teu próximo como a ti mesmo!!!!
quarta-feira, 2 de março de 2011
As Cooperativas de Deus
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.42-47).
No versículo 45 (“Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”), há um princípio de ação da igreja de Cristo, que é absolutamente moderno, absolutamente revolucionário, absolutamente de vanguarda, embora tenha sido praticado há dois mil anos. E que princípio é esse? É o princípio do direito.
A filantropia está sustentada no postulado de que a pessoa que a exerce abençoa o necessitado segundo suas posses. É o filantropo quem decide o que vai doar, quando vai doar e em que quantidade vai doar. Esse é o princípio da benemerência.
Porém, está escrito: “Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”. O princípio aqui é que o necessitado dava o tom da ação da igreja. A igreja se via como responsável por suprir a necessidade dos irmãos. O princípio do direito está estabelecido. Não é a igreja que determina com quanto vai ajudar, nem como vai ajudar e nem quando vai ajudar, é a necessidade do beneficiado que impõe à igreja o que esta tem de fazer. Fica aqui estabelecida uma relação de direito e dever, na qual o necessitado era visto como um sujeito de direito e a igreja era vista como sujeito de dever. É dever da igreja satisfazer a necessidade do irmão carente.
Esse princípio, há 2.000 mil anos, era uma revolução, mesmo porque o direito só veio a ser realmente pensado com mais critério a partir do século 18. Até então, a idéia de direito era algo inexistente, com exceção de um lugar: a igreja primitiva. Isso é absolutamente revolucionário e significa que a igreja de Jesus Cristo foi o primeiro instituto humano a trabalhar com a premissa do direito. O caminho que a igreja escolheu na época foi a comunização, ou seja, todo mundo vende seus bens, coloca aos pés dos apóstolos, e estes administram o montante para satisfazer a necessidade de todos. O princípio com o qual a igreja trabalhava, portanto era o princípio da igualdade. O apóstolo Paulo diz em Coríntios, de forma literal, para ajudarmos os outros, de maneira a satisfazer as necessidades do outro. Esse princípio do direito desenvolveu na igreja uma série de considerações muito interessantes. A primeira diz que o princípio do direito está estabelecido que o irmão necessitado tem o direito de ser satisfeito na sua necessidade. Basta você se lembrar que os diáconos só existem porque a igreja tinha o primado do direito. As viúvas helênicas reclamaram que não estavam sendo satisfeitas no seu direito de serem assistidas. Os apóstolos então se reuniram e decidiram que era preciso constituir um corpo de ministros que se dedicasse única e exclusivamente a manter esse estado de direito vigendo.
A igreja primitiva estava milênios à frente do seu tempo, pois elegeu um corpo de ministros, sete pessoas, da melhor qualidade na igreja, com um único objetivo: manter a justiça social, não permitir que ninguém fosse preterido na satisfação das suas necessidades. Essa era a visão da igreja primitiva. Baseado nessa mesma visão, o apóstolo Paulo disse que o princípio era que, aquele que colheu demais não tenha sobrando para que o que colheu de menos não sinta necessidade, e o objetivo não é que um seja pesado ao outro, mas sim que haja igualdade. Isso significa que a igreja tinha um outro conceito, todos trabalhando por todos. Havia, dessa forma, na igreja primitiva um sistema de trabalho com um objetivo comunitário. O apóstolo Paulo, em Efésios, diz: “Aquele que furtava não furte mais, antes trabalhe para que tenha com o que acudir ao necessitado.” O que é muito interessante. Se este versículo fosse escrito da seguinte maneira: “Aquele que furtava não furte mais, antes trabalhe para que tenha com que pagar as suas próprias contas”, achariamos muito bom. Mas ele foi muito mais longe. Com isso o apóstolo Paulo está nos ensinando na Bíblia que, o contrário de roubo não é honestidade pessoal, é responsabilizar-se pelo patrimônio do outro, para que o outro tenha patrimônio. Essa colocação é absolutamente lógica, porque a igreja se vê como um corpo, e a idéia de corpo é que está todo mundo trabalhando para todo mundo. Pense: qual é a parte mais importante do seu corpo num determinado momento? Aquela parte que estiver doendo ou ferida, porque todo o corpo vai estar voltado para ela. Todo o seu esforço estará voltado para tal parte. Se você levar um pisão, o seu corpo todo só vai pensar no seu pé, e vai fazer tudo em função do seu pé. Se você for um daqueles marceneiros desastrados e meter uma martelada no dedão, o seu corpo todo vai viver para o seu dedo. Para o seu polegar. Qual é o princípio do corpo? O princípio de que todos trabalham por todos. Você não diz: “Eu estou com um problema aqui no dedão do pé, mas não tem problema, eu tenho mais nove e não estou nem um pouco preocupado se eu perder esse aqui”. Nunca ouvi ninguém falar isso. Você pode tentar ser o primeiro, mas eu não te aconselho! Porque não é esse o princípio da igreja, o princípio da igreja é o princípio do corpo. A igreja primitiva levou isso a ferro e a fogo na época.
terça-feira, 1 de março de 2011
É Proibido Pensar
É Proibido Pensar
João Alexandre
Composição: João Alexandre
Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Mera repetições
A extravagâncias vem de todos os lados
e faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pé rompendo a fé dos cansados
Com suas canções
Estar de bem com vida é muito mais que renascer
Deus já me deu sua palavra
e é por ela que ainda guio o meu viver
Reconstruindo o que Jesus derrubou
Re-costurando o véu que a cruz já rasgou
Ressuscitando a lei pisando na graça
Negociando com Deus
No show da fé milagre é tão natural
Que até pregar com a mesma voz é normal
Nesse evangeliquez universal
Se apossando do céus
Estão distantes do trono,caçadores de Deus
Ao som de um shofar
e mais um hino importado dita as regras
Pra nos escravizar.
é proibido pensar (5x)
Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições
Meras repetições
É proibido pensar
João Alexandre
Composição: João Alexandre
Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Mera repetições
A extravagâncias vem de todos os lados
e faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pé rompendo a fé dos cansados
Com suas canções
Estar de bem com vida é muito mais que renascer
Deus já me deu sua palavra
e é por ela que ainda guio o meu viver
Reconstruindo o que Jesus derrubou
Re-costurando o véu que a cruz já rasgou
Ressuscitando a lei pisando na graça
Negociando com Deus
No show da fé milagre é tão natural
Que até pregar com a mesma voz é normal
Nesse evangeliquez universal
Se apossando do céus
Estão distantes do trono,caçadores de Deus
Ao som de um shofar
e mais um hino importado dita as regras
Pra nos escravizar.
é proibido pensar (5x)
Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições
Meras repetições
É proibido pensar
Esportes & Inclusão Social - FJMI Curitiba
Saudações amiguinhos!
Como prometido... #FJMICtba (AEEEEEEEEEEEEEE)
É isso mesmo, amiguinho e amiguinhas, no dia 18 de março de 2011, o pessoal do Fórum Jovem de Missão Integral - Curitiba estará novamente se reunindo para conversar mais um pouco sobre este tema, assim, como vem se tornando tradição aqui na nossa cidade.
O assunto da vez será "Esportes & Inclusão Social"
Teremos dois convidados conversando com a galera sobre seus trabalhos ligados ao esporte
Jorge Batista Santos Junior
Idade: 36 anos.
Casado com Tais e pai de Juliana
Pastor Evangelista na Igreja Presbiteriana Silva Jardim.
Bacharel em Teologia - Fatesul - Pr
Fundador dos Surfistas de Cristo do Paraná - De 1999 a 2006
Fundador da Missão Godxtreme Criado em - 2006
Presidente do Projeto Skate Para Todos - Fundado em 2007
Diretor SurFCamp Godxtreme - Criado 2009
Assessor de projetos para Tribos Urbanas no municipio de Carambei - Pr 2010.
Voluntario na secretaria municipal Anti Drogas
Membro da diretoria do Projeto Jônatas - Projeto Educacional Fundado em 2003.
Cleber Sá dos Santos
Idade: 35 anos
Casado com Geovana, pai da Thaís e gravido de mais um baby
Pastor Licenciado pela Igreja Menonita Nova Aliança
Bacharel em Teologia formado pela FATEV
Secretário Executivo Local da Mocidade Para Cristo - filial Curitiba
Trabalha com implantação de Igreja na Vila Torres através do "projeto Igrejinha"
Faixa preta de Braziliam Jiu-jitsu
Coordena o projeto "Duplo J" ensinando BJJ para moradores da comunidade da Vila Torres.
Atua como o Palhaço Chaveirinho na Terra dos Palhaços e é integrante ativo do grupo de teatro improvisado Café Com Gafe.
Bacharel em Teologia formado pela FATEV
Secretário Executivo Local da Mocidade Para Cristo - filial Curitiba
Trabalha com implantação de Igreja na Vila Torres através do "projeto Igrejinha"
Faixa preta de Braziliam Jiu-jitsu
Coordena o projeto "Duplo J" ensinando BJJ para moradores da comunidade da Vila Torres.
Atua como o Palhaço Chaveirinho na Terra dos Palhaços e é integrante ativo do grupo de teatro improvisado Café Com Gafe.
O Forum acontecerá na Igreja Batista do Prado, às 20:00 na rua Iapó 931 (próximo à PUC PR) conforme o mapa abaixo, e n
Exibir mapa ampliado
Convide sua igreja, seus amigos, para participar do fórum e trocar uma idéia conosco sobre qual as maneiras q podemos utilizar para sinalizar ao mundo um lugar onde apenas Deus reine... um lugar chamado REINO DE DEUS!
ATENÇÃO: Se vc quer DIVULGAR o #fjmiCtba na sua igreja, comunidade, entidade, ong ou seja lá o local baixe o cartaz aqui para imprimi-lo
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Se vc vier de outra cidade, entre em contato antes de se hospedar em algum hotel.
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