segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Valdomiro Santiago jogou praga em Ratinho porque este denunciou milagre como estelionato.



O blog Bereanos publicou que o apresentador do SBT Ratinho criticou recentemente em seu programa no SBT, um pastor da Mundial que apresentou o testemunho de um fiel que disse ter conseguido liquidar uma dívida de R$ 18 mil com o passar da toalhinha milagrosa da igreja na fechadura da porta de um banco.

“Isso é enganação”, disse Ratinho. “É estelionato, pastor. Você deveria estar na cadeia.”

Valdemiro Santiago, chefe da Mundial, reagiu dizendo que gosta do Ratinho, mas jogou uma praga no apresentador: “Amanhã você contrai um câncer e não tem a quem recorrer.”

O autoproclamado apóstolo chegou a invocar a ira divina contra Ratinho. “Se eu pedir fogo do céu, cai fogo do céu”, disse. “Não venha com palhaçada por cima de mim, rapaz.”

Caro leitor parece que quanto mais "rezo" mais assombração aparece? Ah! Cansei! Minha cota chegou ao fim! Não suporto mais tanta sandice! Estou cansado das invencionices evangélicas. Já não aguento mais, minha alma encontra-se abatida! Sinto-me perplexo com inúmeras aberrações! Não aguento mais ouvir tantas heresias.

Ah! Estou cansado de escândalos, de barganhas financeiras em nome de Deus,  de apóstolos megalomaníacos, de louvores extravagantes, de avivamentos transloucados. Cansei do ecumenismo gospel, da unção escalafobéticas,  de milagreiros espúrios que comercializam a fé.

Ah! Cansei dos "valdomiros, hernandes, macedos, soares, e terranovas" da vida. Não suporto ver a igreja do meu Senhor novamente vendendo indulgências.

Chega! Oh!  Deus, tenha misericórdia da sua igreja. 

Com lágrimas nos olhos!

Renato Vargens



Bate-boca entre Ratinho e Valdemiro por Paulopes


Renato Vargens
VIA

sábado, 12 de novembro de 2011

Meu pastor é um pastor mesmo?


Pastores buscam o bem das ovelhas; lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores gostam de convívio; lobos gostam de reuniões.
Pastores vivem a sombra da cruz; lobos vivem a sombra dos holofotes.
Pastores choram por suas ovelhas; lobos fazem suas ovelhas chorarem.
Pastores têm autoridade espiritual; lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm esposas; lobos têm coadjuvantes.
Pastores têm fraquezas; lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos; lobos contam as cabeças.
Pastores apaziguam as ovelhas; lobos intrigam as ovelhas.
Pastores têm senso de humor; lobos levam a sério.
Pastores são ensináveis; lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos; lobos têm admiradores.
Pastores se extasiam com o mistério; lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam; lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários; lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida; lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar em secreto; lobos só oram em público.
Pastores vivem para suas ovelhas; lobos se abastecem de suas ovelhas.
Pastores vão para o púlpito; lobos vão para o palco.
Pastores são apascentadores; lobos são marqueteiros.
Pastores são servos humildes; lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas; lobos pelo das ofertas.
Pastores apontam para Cristo; lobos apontam para si mesmos.
Pastores são usados por Deus; lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores falam da vida cotidiana; lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores se deixam conhecer; lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Pastores sujam os pés na estrada; lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas; lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição; lobos se autopromovem.
Pastores conhecem, vivem e pregam a graça; lobos vivem sem lei e pregam a lei.
Pastores usam as Escrituras como texto; lobos usam as Escrituras como pretexto.
Pastores têm compromisso como Reino; lobos têm compromissos pessoais.
Pastores vivem uma fé encarnada; lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas; lobos perpetuam a infantilidade.
Pastores confessam os seus pecados; lobos expõem o pecado dos outros.
Pastores são simples e comuns; lobos são vaidosos e especiais.
Pastores têm dons e talentos; lobos têm cargos e títulos.
Pastores são transparentes; lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igreja comunidade; lobos dirigem igreja empresa.
Pastores pastoreiam ovelhas; lobos seduzem ovelhas.
Pastores trabalham em equipes; lobos são prima-donas.
Pastores constroem vínculos de interdependência; lobos aprisionam a co-dependência.

À luz do exposto, a pergunta que cada um de vocês deve se fazer é: “Meu pastor é um pastor mesmo ou um lobo?”

por Pr. Moisés Romero

VAMOS TODOS MARCHAR JUNTOS PELA VALORIZAÇÃO DA FAMÍLIA.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Declaração de Silas Malafaia à Revista Época vira motivo de piada

#malafaiaescolheufornicar está nos TTs do Brasil hoje


Declaração de Silas Malafaia à Revista Época vira motivo de piada
Faz tempo que o pastor Silas Mafalaia, do ministério Vitória em Cristo, vem travando uma verdadeira batalha contra os homossexuais e as leis que  pretendem dar aos casais gays os mesmos direitos que possuem os casais heterossexuais.
Mais de uma vez as declarações do pastor em rede nacional de televisão durante seus programas foram alvos de críticas de movimentos GBLT e existem dezenas de artigos e vídeos contra ele na internet.
Um desses vídeos foi postado no Youtube fazendo uma montagem com várias declarações que  tentam associar Malafaia ao estímulo de agressões a casais homossexuais, cada vez mais frequentes  na avenida Paulista, em São Paulo.
Ao longo dos 41 segundos, Mafalaia faz a seguinte declaração: “É para a Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, baixar o porrete em cima”. A fala se referia a um grupo de homossexuais que, segundo ele, teriam ridicularizado símbolos católicos durante a Parada Gay de São Paulo. O vídeo também mostra uma reportagem a respeito das agressões contra um casal gay.
Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), encaminhou o material ao Ministério das Comunicações e a Gilda Carvalho, procuradora geral dos Direitos do Cidadão, pedindo que seja investigado se o material configuraria incentivo à violência e à discriminação. Toni e Malafaia são velhos conhecidos e já travaram debates públicos no rádio e na TVdiversas vezes sobre essa questão.
Alguns dias atrás a revista Veja afirmou que Malafaia moveria um processo contra Reis por calúnia e difamação, pois entende que o vídeo foi postado por simpatizantes da causa gay para desmoralizá-lo. Na tarde de hoje, foi publicada uma entrevista no site da revista Época onde o pastor Malafaia afirma que vai entrar com queixa crime contra Toni.  Ele afirma que a edição do vídeo no YouTube é tendenciosa e faria as pessoas concluírem que ele incita a violência a homossexuais.  O vídeo em questão teve repercussão internacional.
“Nunca mandei bater em homossexual porque não sou imbecil nem idiota”, afirmou Malafaia, que ameaça: “Eu vou arrebentar o Toni Reis. Eu não tenho advogado de porta de xadrez [cadeia]. A minha banca aqui de advogados é uma das maiores que tem. Eu vou fornicar esse bandido, esse safado.” Para o pastor essa “baixaria do movimento gay é coisa de bandido e de mau caráter… Eu vou arrombar com esses…”
A utilização do termo “fornicar” foi interpretada com duplo sentido por centenas de pessoas no Twitter, que passaram a afirmar que isso revelaria uma atração sexual de Malafaia por Toni Reis. Este, por sua vez, ironizou as ameaças: “Ele não faz o meu tipo. Não vou deixar ele me fornicar, embora eu goste da coisa. (Para fazer isso) vai ter de me conquistar, mas eu estou muito bem casado com um inglês. Se fizer sem eu permitir, é estupro, atentado violento ao pudor.” Em seguida, Reis lamentou: “Isso não é postura de um pastor”.
O assunto rendeu durante boa parte da noite de quinta-feira, fazendo com que a hastag #malafaiaescolheufornicar ficasse está entre os Trending Topics, assuntos mais comentados do momento. A imensa maioria ironizava o pastor e fazia piada com sua postura de opositor ao movimento gay.

Mal entendido

Em seu Twitter, pastor Malafaia afirma que tudo não passou de um mal entendido do jornalista da Revista Época “Nesta guerra de manipulação de vídeo q o movimento gay fez, eu disse ao jornalista q eu ia “funicar”, e não “fornicar” como ele publicou”.
“Estou falando que eu disse ‘funicar’, e não ‘fornicar’ ou ‘furnicar’”, explica o pastor que também acusa o jornalista de deturpar sua palavra afim de o ridicularizar junto ao movimento gay e a opinião pública.

Cristianismo personnalité


Thiago Lima Barros

Você é especial!
Quem te deu a vida destruiu a forma, não tem outro igual.
Você ainda não perdeu!
Você não é folha, você é alguém no coração de Deus.

O sucesso das paradas gospel reproduzido acima demonstra muito bem o que se passa na cabeça da crentaiada Brasil afora. Um desejo incontrolável de se ver como a última bolacha do pacote causa um verdadeiro frenesi nas igrejas brasileiras, principalmente na maioria pentecostal. Como eu sou um deles, conheço bem o gado a que pertenço.

Para essa turma, a igreja deve ser um verdadeiro Itaú Personnalité (ou BB Estilo, Santander Van Gogh, Bradesco Prime ou coisa que o valha). Tal e qual esses serviços bancários para correntistas top de linha, com rendas gordas e depósitos e investimentos idem, tudo deve ser exclusivo. Pra que enfrentar fila e ser atendido por um preposto qualquer, se eu posso chegar diretamente na mesa do gerente, ser servido em salva de prata com água gelada e café expresso e dizer o que eu quero, e pra ontem? Da mesma forma, eu lá preciso orar para ter o que eu quero? Eu sou filho do Rei! Tenho que ter tudo do bom e do melhor! O pastor que se vire para forçar Deus a satisfazer os meus desejos! E ai dele se isso não acontecer, porque esse dízimo ele perde!

Em parte, esse desejo de exclusividade é compreensível: trata-se de um traço da nossa identidade nacional. O jornalista Vladimir Safatle arrazoou a respeito no artigo “Inflação de Prestígio”, publicado na Folha de São Paulo, no último dia 18 (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1810201106.htm - só para assinantes), que repercutiu na blogosfera local, em análise tão excelente quanto a anterior, da lavra do também jornalista Plínio Lins (http://blog.tudonahora.com.br/pliniolins/2011/10/18/consumidor-bobo-crente-que-esta-abafando/). A nossa classe média mais antiga gosta de ser cobrada a mais por serviços cujo preço real é bem menor. Parvoíce? Não. “É o preço da exclusividade”, dizem. Dessa forma, se sentem mais importantes ainda, enquanto depauperam suas finanças já comprometidas e estimulam a espiral inflacionária, que afeta principalmente os mais pobres.

Já no meio evangélico, o desejo de tratamento principesco se dá por motivo diametralmente oposto. Muitos de nossos conservos vêm de estratos humildes da sociedade, e diuturnamente sofrem humilhações covardes do mundo que os rodeia, tanto por serem servos de Deus, como pela sua condição social e econômica. Sabendo que servem a um Deus que tudo pode, e tomando passagens bíblicas fora de seu real contexto, nasce em seus corações um desejo revanchista e soberbo contra a sociedade que os oprime, e a vã confiança de que o Senhor irá se curvar a seus caprichos, tudo em nome de uma suposta justiça distributiva celestial.

Nada mais falso. É óbvio que nos servimos ao Todo-Poderoso, e ele poderia nos fazer ricos, se assim desejasse. Poderia, da mesma forma, nos poupar de sofrimentos “inúteis” e nos entregar a um estado de delícias aqui mesmo neste mundo. Tratar-nos, em suma, como os príncipes que somos por adoção. Mas a palavra da cruz é loucura (I Co. 1:18), e subverte nossa lógica miseravelmente cartesiana. Ora, segundo a Bíblia, quem são os nossos heróis? Quais são os nossos referenciais? São homens e mulheres que, de acordo com Hebreus 11: 35-38.

Foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.

Achou pouco? Tem mais: o padrão bíblico para o cristão autêntico é a humildade. Não apenas como modus vivendi cotidiano, mas tambem como testemunho para os não-crentes. Alem da recomendação para que estejamos satisfeitos com o que possuímos (I Tm. 6:8), o Senhor nos alerta para a busca desenfreada por riquezas (I Tm. 6:9), para os perigos de amar o dinheiro (I Tm. 6:10), e talvez o mais importante, para os riscos que correm aqueles que consideram ser mais do que realmente são: “a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” (Pv. 16:18).

Se, repito, se nos vier riqueza e conforto, isso será fruto da nossa obediência e submissão à Santíssima Trindade, que abençoará, como bem lhe aprouver, o nosso trabalho, sem barganha alguma (Sl. 128). Soberba é pecado para qualquer um, até mesmo para os que possuem poucos ou nenhum bem. Deus não se agrada do coração de alguém que se acha o rei da cocada preta, mas de um coração contrito (Sl. 51:17), que não se considera nada além de servo, e é feliz por isso.

Em contraste com a musiquinha “pra alegrar o povo” reproduzida no início deste texto, deixo para os leitores a bela composição “Espinhos”, do grupo Logos, essa sim uma verdadeira louvação a Deus e ao que a Sua Santa Palavra nos ensina.

Senhor Jesus, eu não entendo o espinho,
Mas se a cruz é o Fim deste caminho,
Dá-me mais graça.
Não sou maior que meu Senhor;
Apenas servo sou,
Apenas servo e nada mais.
Se as pontas aguçadas da coroa
Te feriram, ó Cabeça,
Eu, que sou corpo,
Parte do teu corpo,
Não devo reclamar.


Dá-me mais graça, Senhor,
Dá-me mais graça!
Passa os teus dedos nos meus olhos,
Vem me consolar.
Dá-me mais graça, Senhor,
Dá-me mais graça!
Faze-me em Cristo outra vez,
Ser mais que vencedor.



Senhor Jesus, ainda não entendo o espinho,
Mas se o mesmo faz parte da tua cruz,
Eu o aceito.
Não sou maior que meu senhor
Apenas servo sou,
Apenas servo e nada mais.
Senhor, se estou por ti sendo provado,
Eu quero aprovado ser agora!
Sei o que tens a dizer,
E creio nisto também,
Basta-me a graça.



Dá-me mais graça, Senhor,
Dá-me mais graça!
Passa os teus dedos nos meus olhos,
Vem me consolar.
Dá-me mais graça, Senhor,
Dá-me mais graça!
Faze-me em Cristo outra vez, (3x)
Ser mais que vencedor.
Um vencedor em Cristo!





Thiago Lima Barros é colaborador do Genizah