quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Uma Praga Chamada TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

Você já conversou sobre a igreja com algum incrédulo convicto? Se sim você provavelmente viu algumas demonstrações muito sinceras e desprovidas de eufemismo sobre a decepção com a situação da igreja em nossos dias.

Já conversei com muitas pessoas assim, sem fé. E já evangelizei algumas pessoas nessa condição. Tenho que dizer que o trabalho não é dos mais fáceis, nem dos mais animadores. Digo isso porque há muitas questões preconcebidas e difíceis de serem transpostas na vida de pessoas que se decepcionaram com a proposta de fé que receberam no passado. É preciso muita paciência, amor e dedicação em mostrar a diferença para estas pessoas que se desiludiram com a fé.

Mas e você? Já se desiludiu com a fé alguma vez? Se sim, você sabe o motivo dessa desilusão?

Bem, certamente pode haver motivos diversos, mas gostaria de citar um, que é um grande promotor de desilusão de decepção na vida cristã de muitas pessoas: A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE.

Mas por que a Teologia da Prosperidade é considerada tão nociva e é tão freqüentemente atacada?

Elementar, caro Watson! Porque a Teologia da Prosperidade distorce o Evangelho de Cristo, ensinando o que este não ensina, e ainda traz em si diversos enganos, como a promessa de satisfação dos desejos humanos (será que isso é bíblico?).

Vejamos alguns dos ensinos da TP:

1) Quem quer ganhar tem que dar primeiro e quem der, recebe o dobro.

A Teologia da Prosperidade cresceu assustadoramente com a divulgação deste tipo de pensamento. Seus promotores diziam que as pessoas poderiam prosperar financeiramente e se tornarem muito ricas.

Concordamos com isso. As pessoas podem prosperar e ficar ricas, desde que trabalhem e encontrem os meios de alcançar essa realidade.

Mas isso não era dito por eles. O meio proposto é sempre a semeadura, isto é, a pessoa que quer prosperar materialmente precisa, primeiro, pegar aquilo que já possui e investir no Reino de Deus – aqui chamado de igreja local. Eles dizem que é preciso semear para poder colher. Assim, quem quer colher laranjas não vai semear semente de figos, mas sim de laranja. Da mesma sorte, quem quer colher riqueza material, deve semear riqueza material na igreja – aqui se referindo ao bolso do líder.

Com isso já vi pessoas que deram tudo, inclusive o dinheiro da venda de móveis de suas casas, com a promessa de ter tudo de volta e com abundância. Sabe o que ganharam? Decepção e Desilusão com a igreja e com a fé.

No Evangelho Jesus não prometeu riquezas. Essa não era sua proposta. O que Ele faz é colocar cada coisa no seu devido lugar. Ele não demoniza o dinheiro, mas não o endeusa também. Para Jesus o dinheiro deve ter o lugar certo. Por isso recomenda o pagamento de tributos e sempre abre os olhos dos discípulos sobre o perigo de superestimar o dinheiro, dizendo que devemos preferir ter tesouros nos céus que aqui na terra.

2) É possível conseguir qualquer coisa, desde que tenha fé suficiente.

Essa é uma questão muito controversa. Inicio dizendo isso porque de forma alguma posso descrer do poder de Deus, nem da validade da fé, nem da possibilidade do milagre e da bênção. Isso tudo é muito real para mim, já experimentei muitas bênçãos e sei que Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos.

Por outro lado, também não posso ser simplista nas questões da vida. Muitas pessoas pedem milagres e bênçãos com muita devoção e fé, mas não recebem o que pediram. Por que?

Bem, os pregadores da TP não aceitam essa realidade, embora isto seja um fato. Dizem que a pessoa simplesmente não teve fé suficiente. Mas aí surgem duas perguntas: a) quem tem fé suficiente? b) E quanto aos planos e à vontade de Deus?

É preciso considerar em primeiro lugar que o Evangelho de Cristo é uma demonstração clara e simples de como todos os nossos esforços são incapazes e insuficientes perante o padrão de Deus. Até nossa fé é insuficiente. Por isso mesmo Paulo diz em Efésios e Romanos que até a fé não vem de nós, mas é ela mesma um dom de Deus, que repartiu a cada um segundo a medida que quis proporcionar. Ou seja, até em questões como ter fé, precisamos nos agarrar na graça de Deus que nos assiste.

Em segundo lugar, nem tudo na vida está liberado a todos. Se cremos que Deus tem um plano e um propósito, precisamos também entender que certas coisas fazem parte de nossa experiência rumo ao ponto onde Deus quer nos levar.

Veja, por exemplo, o caso da igreja de Esmirna, em Apocalipse 2. A mensagem de Jesus àquela igreja é: “Não temas as coisas que tens de sofrer”. A rota daquela igreja já estava escrita, havia um plano, e nesse plano um sofrimento agendado, para isso Jesus consola o povo, “não temas”, mas eles precisavam passar por aquela situação.

Sendo assim, nem tudo o que pedimos podemos conseguir, e sim, como João diz, tudo o que pedirmos de acordo com a vontade de Deus. Essa é a linha que deve conduzir nosso pensamento.

3) Quem tem Jesus não pode ter sofrimento algum na vida.

Além disso, a Teologia da Prosperidade ainda prega que a vida do crente não pode ter sofrimento, mas somente alegria.

Desse modo você vê centenas de pessoas cheias de problemas e tristezas que não conseguem nem expressar para serem consoladas, pois as palavras têm poder, e só podemos expressar palavras positivas. De modo que a psicologia do pensamento positivo se tornou mais importantes do que o ensino de Cristo que diz para nos consolarmos uns aos outros, para chorar com os que choram e alegar com os que se alegram.

É fato que a vida tem suas lutas e tempestades. O fato de Cristo estar no controle do nosso barco é um consolo, mas embora traga segurança e alegria, não quer dizer que não enfrentamos o sofrimento natural que decorre de certas situações. O próprio Jesus sofreu e chorou.

Mas ele não se desesperou nem desistiu da vida. E mais, Paulo ensina que Jesus nos deu a graça de sofrer com Ele e por Ele. Essa é a lição que devemos observar.

Voltando ao início... 

Como podemos ver, a Teologia da Prosperidade muda as ênfases do Evangelho para ser agradável aos anseios do coração humano. O que Jesus fez por nós e preparou para nós é, sem dúvida, muito maior e mais valioso do que qualquer coisa que possamos desfrutar aqui neste mundo. Mas a Teologia da Prosperidade desvirtua tal visão, invertendo os valores e distorcendo os fatos.

Claro que Deus tem bênçãos para nós nessa vida, e podemos usufruir grandes alegrias e prazeres aqui neste mundo. Mas não podemos cair na falsa idéia, na ilusão de que tudo que quisermos teremos, e o que não quisermos, não precisamos suportar.

Este tipo de pensamento é hedonista e é um dos grandes promotores de decepções e desilusões quanto à igreja e a fé para muitas pessoas. Por isso precisamos ensinar a verdade e estar sempre alertas quanto a estes falsos ensinos.

Que Deus nos abençoe e nos ilumine sempre pelo seu Santo Espírito, para termos os olhos firmes na VERDADE que é JESUS!



por Thiago Rodrigues
FONTE

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

E SE JESUS FOSSE NEO.........?

Se Jesus fosse neo......., não venceria satanás pela palavra, mas teria o repreendido, o amarrado, mandado ajoelhar, dito que é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia. (Mt 4:1-11)
Se Jesus fosse neo......., não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4 vezes sem juros. (Mt 5:1-11)
Se Jesus fosse neo......, jamais teria dito, no caso de alguém bater em uma de nossa face, para darmos a outra; Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre quem tivesse batido pois “ai daquele que tocar no ungido do senhor” (MT 5 :38-42)
Se Jesus fosse neo......, não teria curado o servo do centurião de cafarnaum à distância, mas o mandaria levar o tal servo em uma de suas reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o seu servo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado. (Mt 8: 5-13)
Se Jesus fosse neo......, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum!! Na verdade o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (Jo 6:1-15)
Se Jesus fosse neo......, ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comercio, desta vez sob sua gerência. (MT 21:12-13)
Se Jesus fosse neo......, quando os fariseus o pedissem um sinal certamente ele imediatamente levantaria as mãos e de suas mãos sairiam vários arco-íris, um esplendor de fogo e glória se formaria em volta dele que flutuaria enquanto anjos cantarolavam: “divisa de fogo varão de guerra, ele desceu a terra, ele chegou pra guerrear”. E repetiria tal performance sempre que solicitado. (Mt 16:1-12)
Se Jesus fosse neo......, nunca teria tido para carregarmos nossa cruz, perdermos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23)
Se Jesus fosse neo......, não teria curado a mulher encurvada imediatamente, mas teria a convidado para a Escola de Cura para o aprender os 7... veja bem, os 7 passos para receber a cura divina. (LC 13:10-17)
Se Jesus fosse neo......, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montado num jumento, mas teria entrado numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com Poncio Pilatos, Herodes e a cantora Maria Madalena cantando hinos de vitória “liberando” a benção sobre Jerusalém. E o povo não o receberia declarando Hosana! Mas marchariam atrás da carruagem enquanto os apóstolos contariam quantos milhões de pessoas estavam na primeira marcha pra Jesus. (MT 21:1-15)
Se Jesus fosse neo......., ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não ficaria curado imediatamente, mas durante a semana enquanto ele continuasse crendo. Pois se parasse de crer.. aiaiaiaia
Se Jesus fosse neo......, não teria expulsado o demônio do geraseno com tanta facilidade, Ele teria realizado um seminário de batalha espiritual para, a partir daí se iniciar o processo de libertação daquele jovem. (Mc 5:1-20)
Se Jesus fosse neo......, o texto seria assim: “ Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um pobre entrar no reio dos céus” (Mt 19:22-24)
Se Jesus fosse neo......., não teria transformado água em vinho, mas em Guaraná Dolly. (Jo 2:1-12)
Se Jesus fosse neo......., ele teria sim onde recostar sua cabeça e moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20)
Se Jesus fosse neo......., Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado ao seu ministério. (Lc 19:1-10)
Se Jesus fosse neo......, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-lo não se mataria, mas abriria a Igreja de Cristo Renovada.
Se Jesus fosse neo......., não diria que no mundo teríamos aflições, mas diria que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas, sucesso, prosperidade, honra.... (Jo 16:33)
Se Jesus fosse neo......., ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria Herodes e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir.
Certamente, Se Jesus fosse neo......., não sofreria tanto nem morreria por mim nem por você... Ele estaria preocupado com outras coisas. Ainda bem que não era.


Fonte: Fé & Razão

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Teólogo protestante deseja que papa lidere os cristãos

Terça-feira, 23 de agosto de 2011 (ALC) - O teólogo protestante Reinhard Frieling defende que o papa Bento XVI seja nomeado líder honorário de todos os cristãos. A proposta surge poucas semanas antes da visita do líder católico a Alemanha. 
"O sonho da comunhão de todos os cristãos pode se tornar realidade se os protestantes oferecerem ao papa o papel de chefe honorário da cristandade", disse o ex-líder do Institute Kundlichen, de Bensheim.

Para o professor emérito da Universidade de Marburg, o papa poderia “falar em nome da cristandade em situações extraordinárias”. Ele argumentou que uma liderança comum daria crédito ao cristianismo como mensagem. 

Se a proposta se viabilizar, o aniversário da Reforma em 2017, com seus 500 anos, poderá ser a ocasião certa para concretizar a visão, baseada em sua opinião do papa já ser "porta-voz para todos os cristãos."

O teólogo protestante sugere que as igrejas da Reforma abandonem sua "auto-suficiência" e assumam as "corajosas consequências ecumênicas".

Essa proposta lembra a que foi feita pelo bispo Johannes Friedrich, da Igreja Luterana da Baviera, há dez anos. Friedrich argumentava que o papa poderia ser aceito como porta-voz do cristianismo mundial como serviço ecumênico de unidade..
A visita do papa a Alemanha está prevista para os dias 22 a 25 de setembro, e inclui as cidades de Freiburg e Berlim, com um discurso diante do Bundestag (Parlamento) alemão, e uma reunião com representantes da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) no mosteiro agostiniano em Erfurt



Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O novo retrato da fé no Brasil


Pesquisas indicam o aumento da migração religiosa entre os brasileiros, o surgimento dos evangélicos não praticantes e o crescimento dos adeptos ao islã

Rodrigo Cardoso
Conheça em vídeo a história de Silvio Garcia, que era pastor da igreja evangélica e hoje é pai de santo :
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Acaba de nascer no País uma nova categoria religiosa, a dos evangélicos não praticantes. São os fiéis que creem, mas não pertencem a nenhuma denominação. O surgimento dela já era aguardado, uma vez que os católicos, ainda maioria, perdem espaço a cada ano para o conglomerado formado por protestantes históricos, pentecostais e neopentecostais. Sendo assim, é cada vez maior o número de brasileiros que nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé. Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram, na semana passada, que evangélicos de origem que não mantêm vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de insignificantes 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são quatro milhões de brasileiros a mais nessa condição. Essa é uma das constatações que estatísticos e pesquisadores estão produzindo recentemente, às quais ISTOÉ teve acesso, formando um novo panorama religioso no País.

Isso só é possível porque o universo espiritual está tomado por gente que constrói a sua fé sem seguir a cartilha de uma denominação. Se outrora o padre ou o pastor produziam sentido à vida das pessoas de muitas comunidades, atualmente celebridades, empresários e esportistas, só para citar três exemplos, dividem esse espaço com essas lideranças. Assim, muitas vezes, os fiéis interpretam a sua trajetória e o mundo que os cerca de uma maneira pessoal, sem se valer da orientação religiosa. Esse fenômeno, conhecido como secularização, revelou o enfraquecimento da transmissão das tradições, implicou a proliferação de igrejas e fez nascer a migração religiosa, uma prática presente até mesmo entre os que se dizem sem religião (ateus, agnósticos e os que creem em algo, mas não participam de nenhum grupo religioso). É muito provável, portanto, que os evangélicos pesquisados pelo IBGE que se disseram desvinculados da sua instituição estejam, como muitos brasileiros, experimentando outras crenças.

É cada vez maior a circulação de um fiel por diferentes denominações – ao mesmo tempo que decresce a lealdade a uma única instituição religiosa. Em 2006, um levantamento feito pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) e organizado pela especialista em sociologia da religião Sílvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), verificou que cerca de um quarto dos 2.870 entrevistados já havia trocado de crença. Outro estudo, do ano passado, produzido pela professora Sandra Duarte de Souza, de ciências sociais e religião da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), para seu trabalho de pós-doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), revelou que 53% das pessoas (o universo pesquisado foi de 433 evangélicos) já haviam participado de outros grupos religiosos.
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ALÁ
Nogueira, muçulmano há um ano: no Rio, os convertidos
saltaram de 15% da comunidade para 85% em 12 anos
“Os indivíduos estão numa fase de experimentação do religioso, seja ele institucionalizado ou não, e, nesse sentido, o desafio das igrejas estabelecidas é maior porque a pessoa pode escolher uma religião hoje e outra amanhã”, afirma Sílvia, da UFRRJ. “Os vínculos são mais frouxos, o que exige das instituições maior oferta de sentido para o fiel aderir a elas e permanecer. É tempo de mobilidade religiosa e pouca permanência.” Transitar por diferentes crenças é algo que já ocorre há algum tempo. A intensificação dessa prática, porém, tem produzido novos retratos. Denominadores comuns do mapa da circulação da fé pregam que católicos se tornam evangélicos ou espíritas, assim como pentecostais e neopentecostais recebem fiéis de religiões afro-brasileiras e do protestantismo histórico. Estudos recentes revelam também que o caminho contrário a essas peregrinações já é uma realidade.

Em sua dissertação de mestrado sobre as motivações de gênero para o trânsito de pentecostais para igrejas metodistas, defendida na Umesp, a psicóloga Patrícia Cristina da Silva Souza Alves verificou, depois de entrevistar 193 protestantes históricos, que 16,5% eram oriundos de igrejas pentecostais. Essa proporção era de 0,6% (27 vezes menor) em 1998, como consta no artigo “Trânsito religioso no Brasil”, produzido pelos pesquisadores Paula Montero e Ronaldo de Almeida, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Para Patrícia, o momento econômico do Brasil, que registra baixos índices de desemprego e ascensão socioeconômica da população, reduz a necessidade da bênção material, um dos principais chamarizes de uma parcela do pentecostalismo. “Por outro lado, desperta o olhar para valores inerentes ao cristianismo, como a ética e a moral cristã, bastante difundidas entre os protestantes históricos”, afirma.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Prestes a sair da Band por baixa audiência, RR Soares diz que ibope é coisa do "capeta"


Depois de várias tentativas sem sucesso, a Band parece agora estar perto de tirar o "Show da Fé", do Missionário RR Soares, de seu horário nobre.
Baseada na baixa audiência que o religioso agrega ao horário (21h), o que acaba derrubando a média dos programas seguintes, a Band estaria disposta a não renovar o contrato de RR pela locação do horário, que vence em dezembro. O que pesa é o financeiro. O "Show da Fé" paga cerca de R$ 4 milhões mensais à Band pela faixa nobre.
Em muitos dias o ibope da Band, que segue na faixa dos 3 pontos às 20h30, cai para traço com o início do "Show da Fé", média que depois demora a ser recuperada.
Já sabendo da alegação da emissora para tirar o seu programa do ar no final do ano, RR Soares resolveu pregar contra o Ibope.
No programa de quinta-feira (18), o missionário disse que a medição de audiência "é coisa do capeta" e questionou a aferição de dados via aparelhos instalados em casas na Grande São Paulo. "Eles deveriam perguntar de porta em porta quem assiste os programas...", disse RR.
O curioso é que o no site do programa há dados justamente do Ibope sobre os picos de audiência do "Show da Fé"

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Menino de 4 Anos Prega Como Seu Pai Pentecostal

Milhões já viram os vídeos de Tipton como um bebe de 21 meses e agora como um pregador de 4 anos de idade no púlpito da igreja de seu pai em Granada, Mississipi, de uma forma muito parecida com muitos evangelistas - gritando e agitando os braços para saltar e enxugando a testa com um lenço.
Seu pai, Damon, descreveu isso como um "fenômeno" no Today Show.
Damon Tipton, pastor de Os Pentecostais de Granada desde 2008, acredita que é um pouco de ambos e imitação e um chamado.
"Sim, as crianças absorvem tudo o que você colocar na frente delas. Ele tem estado em torno do ministério", disse ele ao programa Today na terça-feira. "Mas sinto que a mão de Deus está sobre ele de uma maneira especial".
Kanon, juntamente com outro "pequeno pregador", é o tema desta quarta-feira à noite especial no National Geographic Channel.
Os pregadores jovens têm gerado controvérsia sobre se a deixá-los tomar o púlpito é apropriado.
"Sou um cristão e sério, isso não é bonito. O garoto é adorável, mas pregação imitada não é", disse o usuário do YouTube anapier2006. "Eu literalmente tive calafrios durante todo o vídeo e NãO do bom tipo. Não importa quão "bonito" isso pode ser para algumas pessoas, mas isso não é apropriado para um culto na igreja, as pessoas devem estar indo para ser ensinadas a palavra de Deus e crescer mais em suas caminhadas... ao invés disso elas veem isso e francamente é perturbador".
Mas o Bispo David Tipton, Jr., o Superintendente Distrital de Mississipi da igreja United Pentecostal Church International, disse que concorda com ele.
A Irmã Johnnie Lowery, membra da congregação, também disse no National Geographic especial", não vejo nada, mas Jesus em um menino que faria qualquer um feliz. Não consigo me recompor quando ele está lá em cima".
Dirigindo-se à crítica de que Kanon é muito jovem para pregar na frente da congregação, o Pastor Damon Tipton disse ao programa Today, "Tudo o que temos feito é o envolvê-lo na igreja. Ele mesmo tem esta paixão. Não estamos forçando-o".
"Ele não tem uma agenda. Não viajamos com ele. "
Kanon não prega o tempo todo, apenas quando inspirado.
Embora o Pastor Tipton e a congregação sejam incapazes de reunir algumas das palavras que saem da boca do pré-escolar e outras palavras são "parte do fenômeno", disse Tipton.
"Aleluia", Kanon diz conforme se aproxima do púlpito.
"O Senhor está aqui esta noite e seu nome é Jesus!" prega o jovem, à medida que a congregação bate palmas e responde em apoio. "Há um só Deus!"
"Precisamos do Espírito Santo", ele diz à igreja. "Amo a pregar aqui esta noite."
Kanon diz que gosta de ficar e pregar na frente da congregação como ele vê o seu "papai pregar o tempo todo".
"Sou um pregador," é como Kanon se identifica.
Kanon é um pregador da terceira geração.
Fonte The Christian Post
Vídeo em inglês

OBS.: Mais um monstrinho produzido por um pai doente... Pobre desta criança. Mais uma infância roubada. Tenho um amigo que foi também pregador mirim, se tornou um adulto doente cheio de doenças porque era cobrado como adulto por ser "pregador"

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Deus não precisa de estrelas para executar a sua obraDeus não precisa de estrelas para executar a sua obra

“Não basta ter luz na mente, é preciso ter fogo no coração”. Com esta ideia o Pr. Hernandes Dias Lopes – teólogo, escritor, conferencista e atualmente diretor executivo da editora Luz para o Caminho – alertou para a importância de manter a humildade no ministério e ter sempre em mente que Deus é o único merecedor de toda a glória e honra.

Em entrevista exclusiva ao Guiame, Hernandes falou sobre a simplicidade do personagem bíblico Elias, a atual banalização do evangelho que a Igreja vive de modo geral e o perigo do ativismo religioso para qualquer líder cristão. Confira na íntegra.

Guiame: Elias é exemplo, também por sua humildade. O que leva líderes a se exaltarem ao nível que estão hoje? Ignorância das ovelhas ou dos próprios ministros?
Hernandes Dias Lopes: A auto-exaltação de alguns líderes evangélicos é uma atitude insensata, pois no Reino de Deus maior é o que serve e aquele que se humilha é que será exaltado. Deus abomina a soberba e não tolera o culto à personalidade. Essa tendência vergonhosa é resultado da soberba dos líderes e da ignorância do povo. Colocar um líder no pedestal é uma atitude indigna, pois todo líder tem os pés de barro. O único nome que deve ser exaltado na igreja de Deus é o nome de Cristo.

Guiame: Muitos pastores estão “matando” suas igrejas com tanta cultura e tão pouca espiritualidade. Como encontrar um equilíbrio entre o conhecimento acadêmico e a vida espiritual?
Hernandes Dias Lopes: O divórcio entre academia e piedade, ortodoxia e ortopraxia, pregação e oração é um dos mais graves problemas da igreja contemporânea. Temos investido muito na cultura da cabeça e muito pouco na cultura do coração. Damos muita ênfase ao conhecimento e quase nenhuma à piedade. Não que estejamos estudando muito ou pelo menos o suficiente para sermos obreiros aprovados, mas conhecimento sem vida não produz resultados que glorificam a Deus. Não basta ser uma igreja sólida na doutrina se aplicamos essa doutrina na vida. Não basta ter luz na mente, é preciso ter fogo no coração.

Guiame: Achamos que a obra do Senhor é nossa prioridade, enquanto precisamos conhecer a Deus acima de tudo. Como podemos evitar de sermos “engolidos” pelo “ativismo religioso”?
Hernandes Dias Lopes: O Deus da obra é mais importante do que a obra de Deus. Nossa maior prioridade não é fazer a obra de Deus, mas conhecer o Deus da obra. Vida com Deus precede trabalho para Deus. O Senhor está mais interessado em quem nós somos do que no que nós fazemos. O ativismo pode ser uma armadilha para nos manter ocupados demais, descentralizados demais e inócuos demais. Precisamos entender que a obra de Deus deve ser feita com os recursos de Deus e para a glória de Deus e não com os nossos próprios recursos para nossa própria exaltação.

Guiame: A humanidade tem se esquecido de estar na dependência do provedor e tem acreditado em sua própria provisão. 
Precisamos vizualisar dificuldades para conhecer de perto o Deus da provisão?
Hernandes Dias Lopes: Há um enorme perigo de substituirmos o Deus das bênçãos pelas bênçãos de Deus e o provedor pela provisão. É fácil depender da provisão quando nós a temos e a administramos. Precisamos saber que a fonte do nosso sustento vem de Deus, pois mesmo que os nossos celeiros estejam vazios, os de Deus estão abarrotados. Precisamos confiar que quando nossa fonte seca, os mananciais de Deus continuam jorrando. Desta forma, quando Deus nos matricula na escola do deserto e sentimos a falta da provisão, podemos saber que ele onde estamos, como estamos, o que devemos fazer e para onde devemos ir. Nesse momento, mais do que nunca, precisamos depender mais do provedor do que da provisão. Obviamente não é necessário passar por uma crise para sabermos disso, podemos mesmo na fartura saber que tudo que somos e temos veio de Deus, é de Deus e deve ser consagrado de volta para Deus.

Guiame: Encontra-se atualmente pregações sem efeito. O fato de não se viver o que se prega pode explicar tal “fenômeno”?
Hernandes Dias Lopes: Nem todos os que proferem a Palavra de Deus são boca de Deus. A Palavra de Deus era verdade na boca de Elias. O bastão profético tinha virtude nas mãos de Eliseu, mas não nas mãos de Geazi. A vida do pregador é sua própria ferramenta. Essa ferramenta precisa estar afiada. O pregador é um vaso e esse vaso precisa estar limpo para ser um vaso de honra. Uma vida imiscuída com o pecado não pode alcançar êxito na pregação. Sem santidade não há vitória na pregação. Precisamos pregar com fidelidade, com piedade, com lágrimas e na virtude do Espírito Santo.


Por João Neto
Fonte: www.guiame.com.br