segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pare de ir à Igreja!





Esse é o melhor conselho que posso de ter em 2011. Não acha? Calma. Deixe-me explicar! Não sou uma pessoa que acha que a vida cristã pode ser vivida solitariamente, que você não precisa se reunir com um grupo, etc. Penso exatamente o oposto disso

“Não tem como ser cristão, sem haver comunhão. É preceito básico do cristianismo”.

Mas ainda assim eu insisto: PARE DE IR À IGREJA! Por que isso? Simples. Vejo tantas pessoas na rua, no comércio, na mídia, nas igrejas, e por aí vai, indo mesmo à igreja. Domingo após domingo, culto, celebração, reunião… Templos lotados! Novo meio social. Há quase uma comoção nacional: para estar na moda, tem que ser evangélico. Mas de que adiante irmos à igreja e não sermos Igreja? De que adianta cantar, rir, conversar, mas na essência não se saber a razão principal de tudo isso? O que dizer da vocação maior, da causa eterna pela quais os cristãos deveriam viver? Hâ? Quê? É isso mesmo. Nós só vamos às igrejas. Pessoas com interesse pessoal, encontrando na igreja um ídolo, um salvador funcional. Algo que vai ter efeito positivo na sua circunstância.

Os carentes querem se salvar da solidão. Aqueles em dificuldades financeiras querem sanar suas dívidas e obter toda a ilusão que é pregada nos púlpitos. A crise no casamento precisa de solução. A Igreja é a Salvação. Salvador funcional. Algo que vai somente resolver seu problema mais imediato. Essa tem sido a relação de muitos.

Por isso meu convite a você é que possamos juntos, abandonar esse sentimento banal e, de fato, sermos Igreja verdadeira. Igreja que acolhe , que ama, que vive, que se preocupa, que zela, sim, mas sobretudo como manifestação Dele, não como fim em si mesma. Por isso, pare de ir, e seja Igreja!!! Viva a comunhão, seja ela onde for. Preocupe-se com quem está do seu lado, não só com seu umbigo.

Não adianta as pessoas inventarem modelos novos. A Igreja é pra ser vivida como uma Grande Família, onde os Tucos, as Nenês, Agostinho e companhia, são respeitados e amados como são. Se quisermos viver algo diferente disso, é melhor pararmos de ir à Igreja.

Forte Abraço,.



Deus nos livre de um Brasil evangélico


Ricardo Gondim
Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.
Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.
Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).
Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.
Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?
Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?
Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.
Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.
Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?
Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.
Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.
Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.
Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.
Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.
O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.
Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.
Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.

Soli Deo Gloria
7-02-11
Fonte

Antigas Reclamações e Maus Hábitos de Velhas Beatas Evangélicas.

ITimóteo 4:7

A reclamação e a insatifasção é um fenômeno muito comun em nosso tempo nas igrejas.
Estamos convivendo no dia a dia com jovens e adolescentes desanimados e "desmiolados", esposas frustradas e mal amadas, maridos maltratados e desprezados, crentes, principalmente mulheres beatas murmuradoras e fofoqueiras que querem estar todos os dias em atividades na igreja para não terem que ficar em casa por conta de uma família destruída e desajustada e por aí vai.
As pessoas estão cada vez mais exigentes, legalistas, e descontentes com tudo.
Talvez seja por isso que tantos casais tem se separado, filhos tem saído de casa, indo para baladas de todos os tipos por não suportarem mais a convivência principalmente com mães beatas evangélicas que só vivem indo na igreja por ir e que só sabem reclamar da igreja, falar mal de todo mundo, e principalmente dos seus pastores e líderes que não fazem as suas vontades e caprichos.
Existe um verdadeiro batalhão de frustrados e desanimados, fofoqueiros, querendo trocar de casamento, igreja, pais, vizinhos, etc. Só não querem admitir que na maioria das vezes o problema não está nos outros e sim em si mesma.
isso acaba passando dos limites do relacionamento entre as pessoas e atinge principalmente a fé e em consequência o verdadeiro relacionamento com Deus.
Algumas pessoas, principalmente as velhas beatas evangélicas mal amadas e fofoqueiras tem a coragem de chegar diante da igreja, de líderes, pastores e até diante de Deus a quem ela dizem que temem e respeitam, e reclamar dizendo que não aceitam ou que discordam da forma como inclusive Deus faz determinadas coisas que não as agrada ou que não é da forma como ela querem ou planejaram.
Algumas não chegam ao extremo de reclamar com Deus, mas começam a fazer fofoca e espalhar dentro da igreja entre as pessoas e até no bairro onde moram e congregam, falando mal da igreja, dos cultos, das mensagens que não são do seu agrado, dos pastores, dos líderes e outras coisas mais por não estarem de acordo com o que elas querem e que sejam convenientes para elas e para seus familiares.
Essas pessoas batem no peito e se orgulham de serem verdadeiras donas da igreja, pois estão lá há muitos anos..Um verdadeiro "USUCAPIÃO" por tempo de casa...rsrsrsrsrsrsr
Isso infelizmente tem gerado cobranças absurdas, relacionamentos destruídos e invenção de culpados e maledicência de toda forma.
A pessoa que só vive reclamando e projetando culpa em outros, não consegue enxergar beleza e nem virtude em ninguém e em nada e são sempre "emburradas", não experimentam sequer a alegria que é ser amiga de Jesus.
Parecem aquelas crianças que quando vão a uma festa, ao invés de brincarem e aproveitarem a diversão com as outras crianças, ficam "carrancudas" e não participam de nada.
Ficam o tempo todo reclamando com a mãe e querem ir embora logo.
São pessoas que só sabem reclamar, criticar, difamar e murmurar o tempo todo.
essas atitude nos fazem lembrar daquele povo que Deus libertou do cativeiro do Egito. Deus mandava o maná diário, mas eles queriam a carne do Egito, mesmo que para isso fossem escravizados e humilhados o tempo todo.
O que havia de errado com o maná? Lógico que nada. Mas com essas pessoas...TUDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
lembramos também dos fariseus.
Os fariseus e essas pessoas, que aliás não são muito diferentes, são o resultado de anos e anos de reclamação, insatisfação, religiosidade, fofoca e murmuração.
O insatisfeito com tudo é de fato uma criança em sua maneira de ver as coisas e fica vulnerável para escutar e ser manipulado e ouvinte de estórias e fofocas de velhas insensatas, carrancudas, fofoqueiras, mal amadas e rabujentas.
Os que reclamam de tudo e nunca estão contentes com nada e com ninguém, na verdade estão escondendo problemas familiares, conflitos emocionais, frustrações pessoais, casamentos destruídos e vários outros problemas..Inclusive viúvas de maridos vivos.
As sua reclamações e insatisfações com pessoas, igreja, pastores e com a sociedade, não é nada mais, nada menos, do que um grito de socorro vindo de um coração de pedra, maldoso e sofredor.
Sua reclamação, murmuração, fofoca, maledicência, não é verdadeiramente contra seu líder, igreja, etc...mas sim com sua própria dificuldade em ser submissa à autoridades, seja ela familiar ou eclesiástica.
Sua reclamação na verdade não é com a dureza da mensagem, mas sim com o pecado e a maldade que habita em seu coração.
provavelmente todos nós merecemos e precisamos de alguma advertência em alguma área de nossa vida.
Busquemos em nosso coração e mente a real fonte de nossa reclamação e descontentamento.
Nada será bom para nós se estivermos escondendo situações não tratadas ou algum sentimento corrosivo e destruidor.
E aí, não existirá nada que nos agradará e seremos sempre crianças vulneráveis sentados para escutar fábulas profanas de velhas insensatas, rabujentas, mal amadas e fofoqueiras.
tomara que essas pessoas consigam olhar para dentro de si, admitindo suas frustrações, maldades, e pecados e consigam vencer a reclamação, a maledicência, os ataques contra líderes de bem e que voltem a ter prazer e alegria nas coisas que Deus tem proporcionado a elas, sendo ou não do jeitinho que elas querem ou planejam..
Beijos nos corações
pr. Marcos Dornel

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Lâmpada Ungida- Onde vamos Parar????

Em épocas de mercado Gospel, onde se conseguir dinheiro é o mais importante para se manter os impérios que constroem, vale qualquer coisa.
Até Mágica!!!!
Onde vamos parar???????




Ainda bem que Deus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente e é amoroso e misericordioso.
Por se não fosse com certeza dilúvio seria pouco para esse povo.!!!!!!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mensagem a Um Militante e a Uma Solidão

Olá amigos de Jornada e Caminhada!!!

Esse artigo que está abaixo, foi uma homenagem que um grande amigo meu e editor do Blog.PPP.Plebeu o Rosenil Órfão fez para mim há um tempo atrás, quando eu me encontrava bastante angustiado e triste com muitas situações adversas..

Fiquei muito feliz e encheu meu coração de esperança e ao mesmo tempo de conforto por saber que sempre teremos alguém seguindo nossa Caminhada, mas a angústa e solidão também sempre estarão lá...

Obrigado amigo.....



Mensagem A Um Militante E A Uma Solidão




Esta é a realidade dos profetas meu amigo...
Pode perceber por vezes a solidão...
Não a compreende mas a sente....
És humano, demasiado até...
Ainda bem que o é....

Mas te digo com experiência meu amigo...
Se tua bandeira é a da luta...
Não te importes com a angustia..
Há que saber, após sentí-la...
Profundamente compreendê-la..

Da angustia caminhará para a melancolia...
Faz parte de um processo...
De libertação da produção e da mas valia...
Tudo isto é teu.. lhe foi graciosamente dado...
Que te faltas é o tempo para tê-las, conforme combinado...

É na luta que te encontras...
Dela nunca te abandonas..
Serás referência para os jovens...
Com alegria continuara a caminhar...
Mas da angustia e da melancolia...
Não te libertarás....

Rosenil Barros Orfão dez/2010

Fonte: http://ppplebeu.blogspot.com/2010/12/mensagem-um-militante-e-uma-solidao.html

A Verdade Dói Cura e Incomoda!




Há apenas uma testemunha de meus próprios atos: a minha consciência. Ela presencia não apenas o que exteriormente aparece, mas, principalmente, as intenções. Ainda que eu engane o mundo, jamais poderei enganar a minha própria consciência.

Na superficialidade da vida, a grande maioria das pessoas tem se contentado com a aparência. Ainda que elas tenham consciência de suas mentiras, se conseguirem convencer o outro de que elas são melhores, isso basta. Isso chega a tal ponto de, após algum tempo vivendo nessa farsa, acabarem elas mesmas acreditando que são melhores do que realmente são.

O mundo é tão escravo da aparência que os próprios homens parecem que criaram um pacto pelo qual as respectivas aparências são respeitadas e consideradas, ainda que, no fundo de suas almas, saibam que tantos os outros como eles mesmos estão mentindo.

No fim, o que existe é uma grande neurose coletiva, pela qual a humanidade criou uma realidade ilusória na qual ela se enxerga, se relaciona e compartilha uma imaginação que tenta ser confortante e suportável.

Todos fingem que suas estruturas sociais, suas instituições, suas comunidades e mesmo suas próprias vidas têm algum sentido, mas, na verdade, sabem que não têm. Talvez até nem saibam mais, engolidos que foram pela ilusão neurótica que tomou conta de todos.

Veja bem, não estou dizendo que não há sentido para vida, que não há uma realidade e uma verdade. Apenas estou ressaltando que os homens abandonaram a verdade, fugiram da realidade e hoje se contentam com o universo paralelo criado por eles mesmos, como se este universo paralelo fosse a realidade última, a verdade plena.

E isso não apenas numa dimensão de cosmos, mas, até principalmente, na dimensão pessoal. As pessoas têm se contentado em mentir não apenas para os outros, mas, inclusive, para si mesmas. Fingem ser o que não, acreditar no que não acreditam, ter os méritos que não têm, sonhar sonhos que não possuem.

Não seria esse o motivo de tanta insatisfação? Não seria por isso que a maioria das pessoas se sentem infelizes, mesmo acreditando que têm tudo para serem felizes? Qual o motivo de tanta tristeza, se ao se referirem a si mesmas as pessoas, normalmente, se colocam como importantes, sábias e independentes?
Há alguma coisa errada, e só pode ser na subjetividade humana.

Observe como cada pessoa é uma ilha, cercada por suas próprias ilusões. Quem tem a coragem de se mostrar como verdadeiramente é? Quem assume seus erros com facilidade? Quem se contenta em não ser o preferível? Somos sempre os melhores, os mais justos, os mais sábios, os mais sinceros, os mais puros. O pior é que nossas máscaras tomaram as formas de nossos rostos e confundem não apenas os outros, mas nós mesmos.

Normalmente poderia eu estar falando de uma batalha constante entre a realidade e a ilusão, entre a consciência e a aparência. Porém nem essa luta existe mais, pois, mataram a consciência, esconderam a realidade, e apenas ficou a maquiagem da verdade, enganando a todos, conduzindo a todos, machucando a todos.

Há apenas uma doença neste mundo: a ilusão!

Há apenas um remédio: a verdade!

Há séculos tentam extinguir a verdade, dizendo que ela não existe objetivamente, que é uma construção pessoal e que depende de cada um criá-la para si. O que não percebem é que uma verdade construída por cada um não pode ser verdade, pois verdade é algo imutável, intransigente e único. Se cada pessoa cria sua própria verdade, o que temos não são verdades, mas o contrário da verdade, ou seja, ilusões. Nem mesmo a soma de todas essas ilusões pode ser alguma verdade. Isso é apenas a mentira elevada à enésima potência.

Nessa fuga da realidade, consciente ou inconsciente, o homem se depara, enfim, com fragmentos da realidade que são correntes de prisão muito difíceis de se libertar. Neste momento, há um choque na dualidade ilusão-verdade, criando no ser um conflito muito sério e difícilimo de ser tratado e curado.

Mas por que o homem não consegue transpor essa barreira, saindo da ilusão e passando para a realidade? Simplesmente porque para que isso aconteça, é necessário que haja um reconhecimento, ainda que mínimo, dessa realidade, da verdade que precisa ser alcançada. Porém, como já disse algumas linhas acima, o homem se tornou uma ilha, cercada de ilusões criadas por ele mesmo, ou assumidas dos outros. Quando uma realidade se depara com esse homem, por não ter ele qualquer referência do real, não a reconhece, confundindo-a com qualquer outra ilusão criada. A verdade se transforma num subjetivismo ilusório, se espalha na mentira e se for considerada prejudicial é rechaçada por inteiro.

No entanto, ainda assim, ela não deixa de ser a realidade, não deixa de impor suas regras, suas conseqüências. Ainda que a pessoa a assimile alterada, ou a negue mentalmente, ela não deixa de ser o que é e de se colocar com toda a sua força.

Será que disso dá para compreender o motivo de tanta tristeza e insatisfação?

A verdade que liberta passa a ser o torturador. A verdade dói, assim dizem. Mas dói não por ser a mensageira da infelicidade, mas por ser como um remédio que arde, mas necessário para cura.

Diante disso, não vejo outra cura para o homem do que a verdade. Porém o alcance dessa verdade passa pela consciência e pelo compromisso pessoal de atingi-la, ou ao menos buscá-la com todas as nossas forças.

Qual o nosso compromisso com a verdade? O quanto nós a queremos? O quanto nos esforçaremos para alcançá-la?

Queremos realmente ir além da aparência? Deixaremos mesmo de nos contentar apenas com a ilusão?

Aceitaremos a realidade, ainda que não seja ela o que sonhamos?

Independente de qualquer coisa, a plenitude do ser apenas pode ser alcançada com a verdade. Tudo o que não estiver nela é loucura, e os loucos são felizes apenas dentro de seus próprios mundos.
Beijos nos corações!!!!!!!!!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

MINHA VIDA É UM INFERNO!


Talvez o título acima até faça com que você não leia até o final, uma vez que não é necessário ninguém te lembrar de... coisas ruins. Por outro lado, é possível que o título abra a sua curiosidade, e faça com que você leia. Estou apostando na Segunda opção.
O inferno é uma figura presente na maioria absoluta das religiões do mundo. O local onde se paga pelos pecados, onde os erros e as maldades cometidos são recompensados com sofrimento. Um lugar onde as almas padeceriam no fogo e no enxofre eternamente. Essa idéia faz com que muitas pessoas acreditem que sua vida é um inferno; tamanho é o sofrimento a que estão submetidos. Nada lhes dá certo na vida. Tudo dá errado. Todos estão contra essas pessoas. Tudo que tocam estraga, e conseguem destruir tudo à sua volta. Talvez nem tanto, mas o sofrimento parece que não tem fim. Não consegue sossego e tranqüilidade por causa dos filhos, do marido, da mulher, dos vizinhos, dos cunhados, das dívidas, etc.
A idéia de recompensa é generalizada em todas as religiões do mundo. Goza-se ou paga-se pelo que se fez na vida após a vida. Se a pessoa foi uma boa pessoa, cumpridora de seus deveres, e generoso, se não fez mal a ninguém, gozará a boa recompensa. Se foi uma pessoa ruim, egoísta e perversa, igualmente gozará da má recompensa de seus atos.
Muito embora Jesus Cristo tenha se referido ao inferno como o local onde o fogo não se apaga e o bicho não morre (Evangelho escrito por Marcos capitulo 9), gostaria de informar que talvez a tua vida realmente pode ser um inferno, uma vida de sofrimentos e tormentos. E gostaria de informar que essa vida pode ser maravilhosa, o céu, o paraíso terrestre.
A palavra inferno tem a mesma raiz da palavra "inferior", e significa "lugar embaixo". O sentido bíblico da palavra é "longe de Deus". A vida das pessoas que estão longe de Deus é um inferno. Uma vida de tormentos, de sofrimentos, de dores e angústias. Uma vida vazia e sem sentido que alguns conseguem preencher com drogas, bebidas, violência, perversões sexuais, e... destruição... Uma vida que alguns preenchem com viagens, hobbies, e diversão. Uma vida confusa, caótica, sem destino, sem objetivo, sem finalidade... Um dia o vazio, o nada começa a ameaçar... avançar... e dominar!
Muitas vezes nós olhamos para a vida dessas pessoas, e vemo-las rindo, brincando e se divertindo... com carros novos, morando em casas luxuosas, viajando para lugares distantes, exóticos e diferentes, e achamos que são felizes. Sentimos até uma ponta de inveja. Mas isso porque não vemos sua angústia, a sua dor...o seu inferno! Lembro-me de uma cena do filme BATMAN em que o Coringa se vira e diz mais ou menos o seguinte: o riso que vês em meus lábios apenas esconde a dor que sinto em meu peito.
Raimundo Correa, um poeta simbolista do final do século do século passado escreveu um so-neto chamado MAL SECRETO, onde fala de pessoas que vivem um inferno, mas que transparecem serem felizes, mas que a sua única felicidade, talvez, seja parecer ser feliz aos olhos de outrem.
As pessoas não precisam de bons empregos, de comida em fartura, de roupas novas e caras, de casas bonitas, de carros do ano ou de luxo ou ostentação para serem felizes. Elas precisam de paz em sua alma. Uma paz que é roubada, destruída por um mal congênito, uma doença chamada "pecado" que nos afasta e nos atira para longe de Deus, tor-nando a nossa vida um... inferno!
Não basta você pensar e acreditar que Deus está contigo, e que é filho(a) de Deus. É ne-cessário que o Espírito de Deus habite em ti, e te oriente no caminho em que deves andar.
Como ocorre isto? Com a confissão incondicional dos próprios pecados e da inutilidade dos próprios esforços para vencer o pecado; com a confissão de próprios lábios aceitando o perdão e a salvação que há na cruz de Cristo; com o convite, a súplica para que o Espírito Santo de Deus venha habitar em nós. E conhecer Deus através da Bíblia.
A vida das pessoas que andam nos cami-nhos de Deus é um paraíso. Em meio às dificulda-des, às lutas e adversidades comuns à vida de qual-quer ser humano, têm a força do Espírito e do a-mor de Deus para resistir, suportar e vencer.


Colaboração:Takayoshi Katagiri